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Instituto de Fomento e Coordenação Industrial é responsável pelo trabalho no âmbito do Ministério da Defesa

 

Ao receber as certificações operacionais previstas para 2018, o KC-390 – maior avião militar produzido no Brasil – terá um selo de qualidade perante o mercado aeronáutico mundial. O mesmo vai ocorrer com a nova aeronave de combate da Força Aérea Brasileira (FAB), o Gripen NG, que também contará com certificação sueca, e com o míssil de quarta geração A-Darter, que terá a certificação da África do Sul.

Quando o produto é certificado, o operador tem a garantia de usá-lo com segurança.Já o requerente do processo de certificação, como uma empresa, por exemplo,tem portas abertas no mercado internacional”, avalia o coordenador de certificação de produtos aeroespaciais,Tenente-Coronel Engenheiro Artêmio Almeida.

No Brasil, produtos aeroespaciais militares, no âmbito do Ministério da Defesa, são certificados pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), um dos institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), localizado em São José dos Campos (SP). É como se fosse um Inmetro dos produtos aeroespaciais.

Dentre os destaques no estande da FAB na Laad, a bomba de penetração (BPEN) e o veículo de sondagem VSB-30 são exemplos de produtos já certificados pelo instituto. O IFI também homologa integração de armamento em aeronaves, como a bomba de baixo arrasto de fins gerais (BAFG 120) integrada ao A-29 Super Tucano.

Um projeto certificado possui toda a documentação que garante a rastreabilidade das atividades que foram desenvolvidas para comprovação dos requisitos e, principalmente, possui suporte às dificuldades em serviço que podem ocorrer ao longo do ciclo de vida.

Processo de certificação - No caso de produtos aeroespaciais de defesa, o processo de certificação não pode iniciar somente quando o produto já estiver pronto. O coordenador explica que o IFI atua em praticamente todas as fases do ciclo de vida de um produto aeroespacial, desde a definição, na aquisição ou desenvolvimento, na produção, na implantação, na utilização e na modernização.

O processo inicia-se desde a concepção do projeto, quando os requisitos são estabelecidos”, explica o engenheiro. Segundo ele, a organização certificadora trabalha junto com o requerente para garantir que os itens de segurança de voo e cumprimento de missão estejam na base de requisitos que serão certificados. Ao longo do processo de desenvolvimento, a autoridade certificadora acompanha determinadas fases, como os testes, para assegurar que o produto atenda aos parâmetros estabelecidos.

Além de aumentar as chances de competitividade em mercados internacionais para os produtos brasileiros do segmento de espaço e defesa, a certificação é item obrigatório para produtos adquiridos pelo Comando da Aeronáutica.

Quando o produto é certificado, o Comando da Aeronáutica ou as Forças Armadas têm a garantia de que aquele produto incorporou todos os requisitos de segurança, para cumprimento de missão e disponibilidade”, explica o oficial.

 

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Coordenador destaca importância de se ter um produto de defesa certificado

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